LUIZ GRANDE (Rio de Janeiro, 26 de julho de 1946 – 27 de julho de 2017)

            Luiz Alberto Chavão de Oliveira nasceu em Copacabana, onde sua mãe trabalhou como doméstica. Em fins dos anos 60,começou a participar de blocos carnavalescos e da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense.

Em 1974, estreou no mercado fonográfico ao interpretar Xô Gafanhoto (coautoria de Ivan Carlos e Rubens da Mangueira) no LP Samba É Isso Aí, Gente Boa! (selo Okeh, CBS). Ainda na década de 70, gravou de sua autoria Eu Não Sou Molambo – LP Olé do Partido Alto, Vol 2, 1976, Tapecar, Sururu No Bate Bufo - LP Olé do Partido Alto, Vol 3, 1977, Tapecar, Casório Mal Sucedido – LP Os Bambas do Partido Alto, 1978, Som Livre  (essas com Joãozinho da Pecadora), Soltaram o Bicho e Se Eu Não Corcoviasse (Se eu não corcoviasse/ e não me mandasse minha barba crescia/ porque não tomei jeito/ e novamente entrei numa fria...) – LP Partido em 5, Vol. 3, 1977, Tapecar, Minha Moral e Samba Duro - LP Partido em 6, 1979, Premier, RGE. A carreira de compositor tornou-se definitiva, quando João Nogueira passou a lançar, com expressivo sucesso, sambas como Maria Rita, de 1978 (...por isso, eu preciso saber qual o seu paradeiro/ bem antes que chegue o mês de fevereiro/ sem ela, pra mim, não vai ter carnaval), A Força do Samba (1980), Na Boca do Mato (1984), entre outros. Como intérprete autoral, ao lado de outros notáveis como Aluizio Machado, Dauro do Salgueiro, Jair do Cavaquinho, Jurandir da Mangueira, Niltinho Tristeza, também abrilhantou o admirável CD Os Meninos do Rio (Caravelas, Carioca Discos, 2001),  dando o seu recado em Maria Rita e Talento E Sacrifício.

Em 2003, gravou com os parceiros Barbeirinho do Jacarezinho e Marcos Diniz o divertido CD Trio Calafrio (Rob Digital, Carioca Discos), um desfile de sambas irreverentes, maliciosos, críticos, carregados de gírias, como em CPI dos Perucas de Touro, Deixa de Marra, Pouco Importa A Tranca, Dona Esponja, Vai Buscar O Meu Banjo, Carquejo, Na Hora Que A Barriga Ronca, Maria Alice (essas assinadas pelo trio), deliciosas crônicas suburbanas e seus personagens em uma grande festa carioca. Já em 2005, estreou em disco solo (selo Candongueiro), no qual canta, com toda verve de autêntico sambista, novas composições como Se Sua Nega Foi Embora, Pimba na Pitomba, Amor Virtual (...o negócio anda feio/ mas não voi ficar numa de baixo astral/ pois na modernidade eu hei de encontrar/ um amor virtual), Amor de Dois Anos, e muito mais. Entre outros importantes intérpretes de sua obra, vale destacar: Almir Guineto, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, Bezerra da Silva, Dedé da Portela, Dudu Nobre, Elza Soares, Emílio Santiago, Ernesto Pires, Grupo Fundo de Quintal, Grupo Toque de Prima, Pedrinho Rodrigues, Simone Lial, Zeca Pagodinho. Em novembro de 2011, Luiz Grande participou no Centro Cultural Bola Preta (foto) da celebração dos 70 anos do parceiro e saudoso amigo João Nogueira.

Em 2015, foi homenageado em São Paulo por seus 50 anos de carreira artística, apresentando-se em algumas casas de samba. Vamos aplaudir e curtir o bamba Luiz Grande, um notório partideiro.


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