JOYCE CÂNDIDO (Assis/SP, 2 de janeiro de 1983)

            Os avós, de origem portuguesa (da bela região da Serra da Estrela), conheceram-se no Brasil, vindo a se casar no interior de São Paulo. Os pais, nascidos em Quitana (Dna. Maria de Lourdes, professora) e Assis (Seu Cícero, eletricista), tiveram três filhas  envolvidas por ambiente musical, tendo a caçula Joyce Cândido da Costa, criada na pequenina Maracaí, recebido suas lições iniciais de piano, aos sete anos de idade. Depois, começou a cantar em festas, casamentos e coral. Mais tarde, foi estudar no Conservatório Carlos Gomes em Marília (SP), formando-se em 2000.

Em seguida fez graduação em Música na cidade de Londrina (PR), cantou na noite, fez teatro musical e gravou seu primeiro CD Panapaná (produção João Vidotti, 2006), incluindo obras autorais como Ditado Popular (É bem comum, que hoje em dia/ muita gente se sinta/ infelizmente com vontade de chorar/ a depressão é uma doença moderna/ é um mal que muitas vezes/ não podemos evitar...)e Jasmim (A borboleta ainda tão menina/ aprendendo a voar/ falou pra margarida, sua amiga:/ - eu nunca me canso, vou procurar...), com distribuição apenas local. Suas principais influências foram os choros de Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, as composições de Noel Rosa, Cartola, Chico Buarque e o cantar de Elis Regina, Maria Bethânia, Clara Nunes. Ao viajar, depois para Nova Iorque, se aperfeiçoou em canto, dança e teatro, na Broadway. Por conta de tanta dedicação no seu trabalho, recebeu o Brazilian International Press Awards, em 2011, na categoria de “melhor cantora brasileira nos Estados Unidos”.

De volta ao Brasil, veio morar no Rio de Janeiro, lançando nesse mesmo ano ótimo álbum O Bom e Velho Samba Novo (selo Biscoito Fino), cercada por irretocável repertório de autores consagrados e de novos talentos, como Feitio de Oração (Noel Rosa, Vadico), Deixe a Menina (Chico Buarque), Beleza Pura (Cláudio Jorge, Luiz Carlos da Vila), Ce Pó Pará (Ana Costa, Fred Camacho, Alceu Maia), Humilhação (Hermínio Bello de Carvalho, Guilherme Sá), Dengo (Celso Lima, Sérgio Cruz, Nilton Barros), Regras do Jogo (João Vidotti). Com todo esse sucesso, veio a continuação do disco anterior, desta vez gravado ao vivo (selo Warner, 2013), participações especiais de João Bosco em O Rancho da Goiabada (João Bosco, Aldir Blanc), de Toninho Geraes em Giramundo (Toninho Geraes, Toninho Nascimento), de Guilherme Sá em Mar A Fora (Guilherme Sá, Alipio Carmo), mais os clássicos Corra E Olhe O Céu (Cartola, Dalmo Castello), Saudosa Maloca (Adoniran Barbosa) e a autoral Pôr do Sol (ver o pôr do sol do Arpoador/ minha nova vida/ a melancolia e a beleza de ver/ mais um dia partir...), entre outras pérolas. Com expressiva bagagem musical, em curto espaço de tempo, a cantora vem apresentando diversos shows em palcos cariocas e tournées por Portugal, Espanha, Itália. Em 2016, a sua agenda de shows internacionais contabilizou, de maio a junho de 2016, em Budapeste (Budapest Jazz Club), Praga (Jazz Doc), Cannes (Le Grand Hotel), Colônia (Festival Brasilonia).

Da novíssima geração, artista multitalentosa, de ritmo harmônico e bela voz, agrada a todos, gregos e troianos, merecendo elogios de personalidades da música e do teatro, como Alceu Maia (No mundo do samba, eis que, de repente, surge essa talentosa e carismática artista. Sabedora do que faz, respira música, exala arte. Segurança de veterana, volúpia de iniciante. Joyce Cândido vem sem pressa de chegar, mas chegando pra ficar. Cantando, tocando, dançando... enfim, encantando) e Bibi Ferreira (Que prazer trabalhar com quem conhece o seu ofício, fala sério e entende sobre o que faz. Que prazer conhecer Joyce Cândido. Convido a imprensa e o público para que venham conhecê-la. É uma grande cantora, muito talentosa, uma linda garota e veio pra ficar. E ser grande). Parabéns, Joyce Cândido!


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