HEITORZINHO DOS PRAZERES (Rio de Janeiro, 7 de dezembro de 1942)

            Herdou o nome, o talento para o samba e a pintura de um dos mais emblemáticos personagens da cultura popular brasileira: Heitor dos Prazeres. Ainda criança, o gosto por instrumentos de percussão e a habilidade no gingar o levaram logo a integrar o conjunto organizado pelo pai para suas apresentações.

Em 1958, como vocalista e percussionista participou do LP Macumbas & Candomblés: Heitor dos Prazeres e sua Gente (selo RGE). Nos anos 60, surgiram suas primeiras composições gravadas: o rock Yê Yê Yê E Candomblé (com Heitor dos Prazeres) e o samba Parece Até Pecado (com Fumaça). Em 1987, participou do LP Lindo Lindo Lindo (selo Copacabana), do paulistano Waldir da Fonseca, interpretando de sua autoria o samba Negro (parceria de Fumaça, Waldir da Fonseca), além da inclusão de Morena Manera (coautoria de Waldir da Fonseca), na voz de Filó Machado. Ampliando o leque instrumental, com o violão e piano, passou a apresentar-se em clubes e casas noturnas.

Em 1997, Heitorzinho dos Prazeres lançou, em produção independente, o admirável CD Quem Somos Nós, em 17 faixas irretocáveis, com participações históricas de Tônia Carrero no samba-choro Carioca Boêmio (de Heitor dos Prazeres), Áurea Martins em Consideração (Heitor dos Prazeres, Cartola), Waldir da Fonseca em Dois A Dois (coautoria do participante), solo de Luis Filipe Lima no chorinho autoral Isquisito, Darcy da Mangueira interpretando o seu samba Poeta Em Verde E Rosa, além de Heitorzinho com Pery Ribeiro no clássico Lá Em Mangueira (Heitor dos Prazeres, Herivelto Martins), agradecendo ao pai que compôs o samba choro A Coisa Melhorou quando do seu nascimento,  e encerrando o disco com Nadinho da Ilha e Darcy da Mangueira na antológica marcha Pierrô Apaixonado (Heitor dos Prazeres, Noel Rosa). Em 2003, foi editado o importante livro Heitor dos Prazeres: sua arte e seu tempo, que celebra o multifacetado compositor escrito pela jornalista e musicista Alba Lírio a partir de pesquisa minuciosa de Heitorzinho dos Prazeres, acompanhado de CD com quinze interessantes gravações de sua obra como: Não Adianta Chorar (Carlinhos Vergueiro), Sou Eu Que Dou As Ordens (Cristina Buarque), Casinha em Bento Ribeiro (Moreira da Silva), Mulher de Malandro (Vó Maria).A terceira geração da família, seus filhos Duda e Ricardo (percussão e voz) e Flávio Prazeres (sax, flauta e percussão) vêm acompanhando Heitorzinho em seus shows divertidos e criativos, desfilando variados ritmos como chorinhos, sambas, baiões, marchinhas e canções.

Na pintura, o sambista revela a mesma paixão como o pai, apresentando em cores fortes, cenas suburbanas e seus festejos, os bares e as ruas, que fez merecer do mestre Di Cavalcanti, o seguinte comentário: Considero a pintura e a música de Heitorzinho dos Prazeres pela simplicidade e lirismo o melhor caminho da arte popular brasileira.


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