DIOGO NOGUEIRA (Rio de Janeiro, 26 de abril de 1981)

            Desta vez, o dito popular (filho de peixe, peixinho é) acertou em cheio. O jovem e talentoso Diogo, com competência e personalidade vem se destacando na história do samba, como o saudoso pai João Nogueira. Com jeito para o futebol, jogou nos times juvenis do Vasco e Fluminense, até se profissionalizar no Cruzeiro, de Porto Alegre, onde encerrou prematuramente sua carreira ao sofrer séria contusão, durante um treino. Começou, então, a cantar nas casas noturnas em voga no bairro da Lapa.

Em dezembro de 2005, convidado por Beth Carvalho participou do seu show, comemorativo de 40 anos de carreira, realizado no Teatro Municipal/RJ. Com o sucesso alcançado em sua estreia, não tardou a gravar o álbum Diogo Nogueira ao Vivo (EMI, 2007), quando incluiu além da comovente abertura Poder da Criação, homenagem aos autores (João Nogueira, Paulo César Pinheiro), outras pérolas como Sem Você Não Dá (Toninho Geraes, Alceu Maia), Vazio (Nelson Rufino), Lua de Um Poeta (Flavinho Silva, Gilson Bernini, Brasil) e o belíssimo Trem do Tempo (parceria com Ciraninho e Alceu Maia). Portelense de coração, de 2007 a 2010, ganhou quatro sambas de enredo seguidos, todos com a participação de Ciraninho, além de Júnior Escafura, em três oportunidades, entre outros pares. Indicado ao Grammy Latino, em 2008, como “melhor artista revelação”, Diogo Nogueira fez sua estreia internacional ao se apresentar na festa de entrega dos prêmios em Houston, e acrescentou turnê por outras cidades americanas.

Em 2009, veio o segundo CD Tô Fazendo a Minha Parte (selo EMI), em novo repertório: a faixa título (Flavinho Silva, Gilson Bernini), Sou Eu (Ivan Lins, Chico Buarque), Tô Te Querendo (Xande de Pilares, Adalto Magalha, Almir Guineto), Amor Imperfeito (Leandro Fregonesi, Ciraninho), Luz Pra Brilhar Meu Caminho (Arlindo Cruz, Jorge David, José Franco Lattari), Malandro É Malandro Mané É Mané (Neguinho da Beija-Flor). No ano seguinte, gravou Sou Eu: Ao Vivo (selo EMI), repeteco de várias músicas do álbum anterior, e contando com participações especiais de Alcione, Chico Buarque, Ivan Lins, Hamilton de Holanda. Outros shows internacionais ocorreram em 2011, sendo bastante aplaudido em Paris, Londres, Nova Iorque, Chicago, Los Angeles, São Francisco e Miami, e mais tarde em Lisboa, Havana, quando contou com a presença do grupo cubano Los Van Van. Deste último, resultou o CD Diogo Nogueira em Cuba: Ao Vivo (EMI, 2012), repertório empolgante em desfile: Verdade Chinesa (Carlos Colla, Gilson), Ex-Amor (Martinho da Vila), Que Maravilha (Toquinho, Jorge Ben Jor), Madalena (Ivan Lins, Ronaldo Monteiro), Deixa Eu Te Amar (Mauro Silva, Camilo, Agepê), O Que É O Que É (Gonzaguinha), além do momento especial cantando El Cuarto de Tula (Sergio E. Siaba), em duo com o já citado Los Van Van, e do encerramento com expressivo pot-pourri de sambas clássicos. Só aplausos! No ano seguinte, o incansável artista, também pela etiqueta EMI, lançou o álbum Mais Amor, de cunho mais romântico, incluindo Quem Vai Chorar Sou Eu (Serginho Meriti, Rodrigo Leite), Primeiro Samba (Serginho Meriti, Rodrigo Leite, Mi Barros, Fátima Lima). Em seguida, com o bandolinista Hamilton de Holanda foi editado Bossa Negra (Universal Music, 2014), onde se encontram vários ritmos e estilos, desde o batuque, passagem pelo choro, bossa nova, ao samba contemporâneo, em faixas como Desde Que O samba É Samba (Caetano Veloso), Brasil de Hoje (Diogo Nogueira, Arlindo Cruz, Marcos Portinari, Hamilton de Holanda), Risque (Ary Barroso), Mundo Melhor (Pixinguinha, Vinicius de Moraes).

Seu trabalho mais recente Porta-Voz da Alegria (Universal Music, 2015), coleciona novos sucessos como Alma Boêmia (Toninho Geraes, Paulinho Resende), A Mil Por Hora (André Renato, Rhuan André, Gabriel Soares, Lucas Oliveira), Grão de Areia (Jorge Vercillo, Paulo César Feital), Não Tô Nessa (Fred Camacho, Leandro Fab, Pretinho da Serrinha) e Paixão Além do Querer (coautorias de Raphael Richard e Inácio Rios). Diogo Nogueira, nome já definitivo no cenário da música popular, com sua voz marcante, ritmo bem dosado, versátil no repertório, sempre inova e brilha em sua viagem pela música popular brasileira.


© Copyright 2008 - Pelo Telefone: Uma viagem através da música popular brasileira.

Desenvolvimento e Design: Marcio Cunha